Ex-prefeito Leocádio |
Foi condenado a 20
anos, 10 meses e 15 dias de reclusão em regime fechado o acusado Wytamar Costa
da Silva. Ele foi submetido a julgamento perante o Tribunal do Júri, após ter
sido denunciado pelo Ministério Público, sob acusação de ter participado do
crime de homicídio qualificado mediante pagamento e dissimulação contra o
prefeito (à época) de Buriti Bravo, João Henrique Borges Leocádio, crime
ocorrido em 10 de março de 2005.
Após o julgamento, nesta
segunda-feira (18), na 4ª Vara do Tribunal do Júri, o réu foi encaminhado para
unidade prisional.
A sessão de júri
popular teve início por volta das 9h, no salão localizado no primeiro andar do
Fórum Des. Sarney Costa (Calhau) e foi presidida pelo juiz titular da 4ª Vara
do Júri, José de Ribamar Goulart Heluy Júnior. Atuou na acusação o promotor de
Justiça Samaroni de Sousa Maia e na defesa, o advogado Ignácio Américo Pinho.
Viúva e filha da vítima acompanharam o julgamento.
O CRIME - De acordo com a denúncia oferecida pelo MP, no dia 10 de março de 2005, por volta das 14h, o corpo do prefeito foi encontrado na estrada carroçal que serve de acesso ao povoado Gameleira, no município de Buriti Bravo. O corpo estava ao lado do carro da vítima, e próximo ao cadáver havia um revólver calibre 38 com quatro cápsulas intactas e uma deflagrada.
O CRIME - De acordo com a denúncia oferecida pelo MP, no dia 10 de março de 2005, por volta das 14h, o corpo do prefeito foi encontrado na estrada carroçal que serve de acesso ao povoado Gameleira, no município de Buriti Bravo. O corpo estava ao lado do carro da vítima, e próximo ao cadáver havia um revólver calibre 38 com quatro cápsulas intactas e uma deflagrada.
O processo foi
instaurado na Vara Única da Comarca de Buriti Bravo (MA), na qual o MP
denunciou Wellington de Jesus Fonseca Coelho (ex-prefeito de Buriti Bravo),
Antônio Marcos Alves da Costa e Wytamar Costa da Silva. Consta nos autos que a
denúncia foi oferecida em 08 de março de 2006 após seis prorrogações de prazo
para conclusão do inquérito policial.
Em 2017, o processo
judicial, contendo 18 volumes foi desaforado a pedido do MP, passando a
tramitar na 4ª Vara do Tribunal do Júri de São Luís, seguindo apenas em relação
ao acusado Wytamar Costa da Silva, em virtude da morte dos outros dois
denunciados.
Na sentença, o juiz
José Ribamar Goulart Heluy Júnior considerou que a culpabilidade do acusado
deveria aumentar a pena pelo alto grau de reprovação da conduta, envolvendo a
premeditação do crime e acertos entre os envolvidos.
Além disso, o
magistrado destacou o cumprimento imediato da pena como necessidade de cessar a
impunidade de um crime de execução ocorrido há quase 14 anos, sendo negado ao
réu o direito de recorrer em liberdade. A sessão de julgamento terminou por
volta das 23h desta segunda-feira (18).
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