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Homem é condenado a 16 anos de prisão em Presidente Dutra

 


 

A 1ª Vara de Presidente Dutra realizou nesta quarta-feira, dia 27, uma sessão do Tribunal do Júri. No banco dos réus, Leonardo Marques Campelo Belo, acusado de prática de tentativa de homicídio contra as vítimas Antônio Fábio Américo Teixeira e Marly da Silva Cruz. Após o final da sessão, presidida pela juíza Michelle Amorim Sancho Souza, o conselho de sentença decidiu pela culpabilidade do réu, que recebeu a pena definitiva de 16 anos de prisão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado.

Consta do inquérito policial que, em 11 de junho de 2018, por volta das 10h, o casal Antônio Fábio Américo de Oliveira e Marly da Silva Cruz havia acabado de chegar na casa de D. Maria de Jesus, mãe de Antônio Fábio, quando foram surpreendidos por um carro pequeno, modelo Ford Fiesta, cor prata, conduzido por outro denunciado, Francisco das Chagas da Silva Santana. Na ocasião, Antônio e Marly ainda se encontravam na calçada da casa quando, inesperadamente, o denunciado Leonardo Marques Campelo desceu do automóvel, de pronto, efetuando disparo de arma de fogo contra a vítima Antônio Fábio.

CONTINUOU ATIRANDO

Após Antônio Fábio cair, Leonardo seguiu atirando, disparando mais nove vezes, instante em que a segunda Marly, ao ver o marido sendo baleado, foi pra cima do denunciado. Ato contínuo, Leonardo empurrou Marly, disparando contra ela três vezes. Por sorte das vítimas e absoluta circunstância alheia à vontade dos denunciados, o casal não veio a óbito, tendo sido imediatamente socorrido e levados ao Hospital Socorrão, onde receberam atendimento médico e sobreviveram. 

De acordo com o que foi apurado pela polícia, dentro do veículo ainda havia um terceiro homem, identificado como sendo Thaylon Saiezo Barros, que se encontrava no banco de carona da frente. Ele morreu algum tempo depois, ao trocar tiros com a polícia do Pará, na cidade de Marabá.

Foi apurado, ainda, que Leonardo era foragido do sistema penitenciário, acusado por outros crimes, inclusive, outro homicídio. Por fim, a polícia averiguou que a motivação do crime consistiu no fato de a vítima Antônio Fábio ter descoberto que o denunciado Francisco das Chagas e sua turma foram os responsáveis pelo homicídio que vitimou um primo de Antônio Fábio, conhecido como Netão. Francisco das Chagas teve o processo desmembrado.

A sessão ocorreu no Fórum de Presidente Dutra e contou com a atuação do promotor de Justiça Clodoaldo Nascimento Araújo, que trabalhou na acusação, e do advogado Jocundo Ferreira Franco Filho, que trabalhou na defesa do réu.


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